terça-feira, 5 de abril de 2011

Altar particular - Maria Gadú




Meu bem que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
No teu penoso altar particular

Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje eu sinto que
O tempo da cura tornou a tristeza normal

E então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós

Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver, como se deve ser

Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo faço melhor do que lhe parecer

Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor

Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
esperando a resposta ao que chamo de amor

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Feeling that song!



Um dia eu pensei que músicas eram somente músicas.
Eu ainda era criança quando me apaguei a algumas delas e as tomei pra mim!
'São minhas!'
Hoje faria uma centena de músicas unindo trechos, juntando cifras!
Mas não... a aptidão pra música não veio até mim.
Talvez pra leitura, pra algumas tantas coisas!
Hoje, o silêncio é a música que toca. Porque as coisas se explicam de maneira inexplicável! Pensei a semana toda, o dia inteiro... por horas em como se decide 'viver' e cheguei à cruel explicação que 'vida' é uma graça, uma benção.
Decidir se decide a roupa de amanhã! Decidir se decide amar!
Decidi: calei!
Permaneço nas músicas que tomei antes de saber que a vida não se decidia:

"...ainda estou confuso só que agora é diferente
estou tão tranquilo e tão contente..."


Hipocrisia não é pra mim. Já me basta a saudade, que hoje eu também decido!


"...eu me apaixonei: foi meu mal..."